Quando Fazemos História

Nova série. Estreia Quarta, 12 de Julho, às 20h

Fazendo história no Brasil

Conheça os ativistas brasileiros que marcaram a luta LGBT no país

Fazendo história no Brasil

Em Julho, o Canal Sony começa a exibir a nova minissérie Quando Fazemos História. Você conhecerá a trajetória de cinco jovens norte-americanos que dedicaram suas vidas a lutar pelos direitos da população LGBT. No Brasil, essa batalha também foi travada arduamente.

Em 2016, foram registrados no país mais de 340 assassinatos motivados por LGBTfobia, isso significa uma morte a cada 25 horas. Os dados foram coletados e divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Mas, assim como na nova minissérie, corajosos militantes brasileiros também vêm fazendo história para que estatísticas como essa não existam mais. Conheça alguns desses grandes nomes:

João W. Nery: é o primeiro homem transexual a ser operado no Brasil. O pioneirismo na luta por ser quem é lhe custou a carreira. Na época, adotar o nome masculino não era permitido e ele poderia ser enquadrado no crime de dupla identidade. Dessa forma, Nery não pode mais atuar como psicólogo, diploma conquistado quando ainda tinha identidade feminina, ou continuar o mestrado e dar aulas em universidades. Sua história deu origem ao livro “Viagem Solitária”.

João Silvério Trevisan: romancista, roteirista, diretor e formado em filosofia, é um dos fundadores do primeiro grupo pelos direitos homossexuais do Brasil, o Somos, e criou a revista Lampião da Esquina, voltada exclusivamente para o público gay, em plena década de 1970! Trevisan é autor do livro “Devassos no Paraíso”, que conta a história da homossexualidade no país. 

Brenda Lee: fundou a “Casa das Princesas”, atualmente conhecida como Casa de Apoio Brenda Lee, um abrigo para travestis e transexuais desamparadas, e foi o anjo da guarda de muitas mulheres que passaram por lá. Quando começaram a aparecer os casos de AIDS no Brasil, Brenda abriu as portas da casa para hospedar e dar assistência a soropositivos. Ela atuou fortemente, e de forma pioneira, no combate à AIDS junto a esta população marginalizada.

Luiz Mott: fundador do Grupo Gay da Bahia, que anualmente faz o levantamento de homicídios de pessoas LGBT. Em 1981, o grupo iniciou uma campanha para que a homossexualidade deixasse de ser considerada uma doença e, em 1985, conseguiu sua grande vitória. Graças a eles, a despatologização no Brasil aconteceu cinco anos antes da decisão ser tomada pela Organização Mundial de Saúde.

Rosely Roth: foi uma das fundadoras do Grupo Ação Lésbica-Feminista (Galf) e deu grande visibilidade à causa ao assumir sua sexualidade publicamente, algo raro na época. Ela chegou até a participar de programas da TV aberta para falar sobre o tema. Rosely é quem liderou o “Stonewall brasileiro”, em 19 de Agosto de 1983, quando lésbicas foram expulsas do Ferro’s Bar, tradicional bar lésbico em São Paulo, por venderem seus boletins informativos. A manifestação culminou na invasão do local, um pedido de desculpas do dono e cobertura, de forma respeitosa, da imprensa. Em homenagem a ela, a data foi reconhecida, em 2003, como o Dia Nacional do Orgulho Lésbico.

Agora que você já sabe um pouco da história de resistência LGBT no Brasil, prepare-se para conhecer os militantes norte-americanos Roma Guy, Diane, Ken Jones, Cleve Jones e Cecilia Chung na nova minissérie Quando Fazemos História. Estreia Quarta, 12 de Julho, às 20h, no Canal Sony ;)